Salvador Dalí y sus ilustraciones de “Alicia en el País de las Maravillas”

Salvador Dalí y sus ilustraciones de “Alicia en el País de las Maravillas”, 1969 por Maria Popova





Lo que el Sombrerero Loco tiene que ver con una de las colaboraciones más inspirados en la cultura occidental.

La semana pasada, nos maravillamos de ilustraciones impresionantes Leonard Weisgard para la edición de primer color de Alicia en el país , alrededor de 1949. Pero resulta que no podría ser el más interesante culturalmente. Como lector Varvn Aryacetas señala en Twitter , exactamente dos décadas más tarde, una colaboración de proporciones épicas se llevó a cabo como el clásico de Lewis Carroll fue ilustrado por nada menos que Salvador Dalí. (Y no olvidemos lo que es una debilidad que tengo para ocultar los niños ilustración de artistas famosos.)
Publicado por Mecenas de Nueva York de Prensa-Random House en 1969 y distribuido como libro del mes, el volumen se convirtió en uno de los más buscados después de suites Dalí de todos los tiempos. Contiene 12 heliograbados, uno por cada capítulo del libro, y un grabado original firmado en 4 colores como el Frontal de, todos los cuales la gente fina en la Galería de William Bennett han tenido la amabilidad digitalizados para su placer sin aliento...

Leer más


VISITA
:::INICIA:::(concept)


http://www.iniciaconcept.com

Venta de Entradas para RASU 2011 02/12

Venta de Entradas para RASU 2011 02/12





“... Si uno pudo, Todos podemos, Punto.
Esto no se trata de inteligencia, cuna o virtud,
se trata de Hambre, Consistencia y Actitud... “

El viernes 02 de Diciembre en Chimkowe (Centro Cultural y Deportivo de Peñalolén) desde la 10:00 am se viene una Clase Magistral de Actitud Emprendedora para más de 3000 personas,
Exponen:

-Andrés Barreto (Co-Founder de GROOVESHARK.COM / ON-SWIPE / PULSO SOCIAL / SOCIALATOM)

-Daniel Undurraga (Founder de NEEDISH / CLAN DESCUENTO / GROUPON LATAM)

- Tiburcio de la Cárcova (Co-Founder de WANAKOGAMES / COO ATAKAMA LABS)

- Jean Boudeguer (Director Ejecutivo de START-UP CHILE)

- Ivan Vera ( Founder de INNSPIRAL / THE FOODLINKS)

- David Assael (Co-Founder de ARCHDAILY / PLATAFORMA NETWORKS)

- Santiago Bilinkis (Founder de OFFICENET / TEDxPATAGONIA)


... y muchos más... aprovecha esta oportunidad única y reserva tu entrada por tan solo CL$10.000.- aquí en :::INICIA:::(concept)



Contacto Comercial
Correo : iniciaconcept@gmail.com
ventas@iniciaconcept.com
daniel@iniciaconcept.com

Móvil : 569- 721 42 979

Beatriz Milhazes, A mais valorizada artista plástica brasileira da atualidade.







Prestigiada mundialmente, metódica e disciplinada, a artista inverte o percurso do Ano da França no Brasil e abre uma importante mostra individual em Paris.

A imensa caixa de vidro instalada no boulevard Raspail, em Paris, guarda as últimas invenções de Beatriz Milhazes. Que não são nenhum segredo: tanto as duas intervenções na fachada transparente como as dez telas e uma colagem ainda com cheiro de nova estão ali ás claras, vistas até por quem passa na rua.
Maior exposição da artista na Europa, a individual na Fondation Cartier pour I´Art Contemporaine conecta-se em cada detalhe com o monumental prédio projetado por Jean Nouvet. Sustentada apenas por paredes de vidro e espelhos, cercada por um jardim propositalmente selvagem, a Fundação Cartier está entre as mais importantes instituições de arte contemporânea.

Se fosse em 2005, Ano do Brasil na França, nada mais natural levar as exóticas pinturas coloridas de Beatriz para representar a tal brasilidade tão em alta lá fora, diriam os residentes de plantão. Mas é logo no mês de abertura do Ano da França no Brasil que a brasileira, desvinculada de qualquer efeméride, brilha em Paris - capital de um país que ainda não havia cedido aos encantos de suas telas hipnotizantes. "Estou fazendo o caminho inverso", define.
Para quem resistia em acreditar, é a prova definitiva de que Beatriz Milhazes não é só a artista brasileira que seduz os colecionadores estrangeiros com círculos psicodélicos e com o colorido dos trópicos. E de que seu valor artístico vai além do milhão de dólares alcançado em um leilão da Sotheby´s no ano passado.
Seguir o caminho contrário nunca foi novidade na vida de Beatriz Milhazes. Quando a arte conceitual ditava as regras na década de 70, ela apareceu para trazer a pintura de volta ao primeiro plano junto com um grupo que ficou conhecido como Geração 80.
Pouco tempo depois, enquanto os artistas revelados na célebre exposição Como Vai Você, Geração 80, no Parque Lage(Rio de Janeiro), redescobriram o tradicional óleo sobre tela, Beatriz inventava uma nova forma de trabalhar a pintura.
Na técnica que aprimorou e usa até hoje, ela pinta sobre pedaços de plástico e passa as imagens gradualmente para a tela, sobrepondo uma camada á outra. Ás vezes, usa os mesmos pedaçoes durante anos, misturando vestígios de antigos desenhos aos novos.

beatriz-milhazes-succulent-eggplans MOMA - NY
Clique na imagem para amplia-la
As cores vibrantes inconfundíveis de suas obras nunca foram muito exploradas na pintura brasileira e pareciam contrariar a tradição mais opaca do nosso modernismo.
"Ela começou a experimentar materiais e formas que não eram comuns naquela época, as pessoas olhavam meio torto", relembra a mãe, Glauce Milhazes. "Mas enquanto muitos se perderam ao tentar agradar, a Beatriz que sempre teve muita personalidade, continuou fazendo aquilo em que ela acreditava". Ex-professora de história da arte, Glauce não disfarça o orgulho que tem a filha. "Minha casa é uma galeria particular da Beatriz", gaba-se. "Apesar do sucesso, ela continua uma pessoa absolutamente simples e generosa."
Nem mesmo o fato de a tela O Mágico, de 2001, ter sido vendida por US$1,049 milhão no ano passado, cifra não alcançada por nenhum outro artista brasileiro vivo (até hoje, só o Abaporu, de Tarsila do Amaral, chegou a esse patamar), parece ter abalado seu estilo vida. "Precisei fazer alguns ajustes, as pessoas não veem você mais da mesma forma. Mas nunca mexi na minha relação com o trabalho", diz Beatriz, que não se rende á enorme fila de espera por uma de suas obras e produz no máximo sete telas por ano.

"O Mágico" foi leiloada por US$ 1 milhão.
Veja a galeria de fotos (Foto: Divulgação / Fausto Fleury)
Clique na imagem para amplia-la
"Ela chegou a um nível em que poderia bem ter se acomodado, mas continua buscando os desafios que sempre buscou", resume a marchande Márcia Fortes, sócia da galeria Fortes Vilaça, que representa a artista no Brasil desde 2001.

A mulher de 1 milhão de dólares
A passagem que poucos brasileiros fizeram e que levou o trabalho de Beatriz Milhazes a atingir a casa dos setes digitos nos leilões de arte internacionais foi a de ser comercializada como arte contemporânea e não mais como arte latino-americana - uma transição feita por artistas como Ernesto Neto, Vik Muniz, Waltercio Caldas e, por vezes, Adriana Varejão. "Depois disso, que já acontecia havia uns sete anos, a expectativa era de que meu trabalho chegasse a 1 milhão", admite. Ela só não imaginava que ganharia status de celebridade, a ponto de dar autógrafos nas ruas do Rio e de São Paulo: "Nem por um minuto pensei que isso seria possível como artista plástica".
Mas não são os autógrafos ou as manhãs de segunda e quarta-feira que precisou ocupar com entrevistas o lado ruim disso tudo: "Depois que você passa a valer dinheiro real, as pessoas não te olham da mesma maneira. Todos seus movimentos são observados. Se eu decidisse passar um ano em Búzios, por exemplo, um monte de gente acabaria me visitando", ironiza. "Passei a ter pedidos de pessoas que não tinham ligação com arte, mas queriam uma obra de Beatriz Milhazes", revela a marchande Márcia Fortes.

Paredes do metrô de Londres ganharam a brasilidade de Beatriz.
(Foto: Divulgação / Daisy Hutchison e Stephen White)
Clique na imagem para amplia-la
Ou seja: além da enorme quantidade de colecionadores ávidos por uma pintura da artista - são 250 hoje na lista de espera só no Brasil - entraram aqueles que precisam preencher uma parede nova da casa com uma tela de 6 metros.
"Virou questão de status", resume Márcia. Beatriz não tem nada contra quem vê sua obras dessa forma. "Já descobri que meu trabalho tem esse poder - existe uma comunicação que vai além de quem é interessado em arte." Mas com certeza esses serão os últimos da fila. "A prioridade vai ser sempre instituições ou quem tem uma coleção sólida", defende ela, que costuma registrar e palpitar bastante sobre o destino de suas criações. Sem nenhuma mostra comercial marcada para os próximos meses, ela só volta a pintar no segundo semestre para uma exposição em Londres, que tirou da agenda deste ano e passou para 2010. Por enquanto, planeja tirar dois meses de férias na Europa, depois da exposição em Paris. Provavelmente vai receber algumas visitas surpresas.

Arte Racional
De costas para o bairro carioca do Jardim Botânico e não muito longe do Parque Lage, onde tudo começou, o ateliê de Beatriz Milhazes é um lugar de concentração. Se a paisagem do Rio de Janeiro, a bossa nova e a tropicália são primordiais para inspirá-la, nas seis horas diárias e ininterruptas de trabalho só há lugar para as cores de tintas e o som do silêncio.

Beatriz Milhazes / Atelie, Rio - Brazil
Clique na imagem para amplia-la
Metódica, concentrada e com um disciplina invejável, a ex-professora de matemática contraria o ideal romântico do artista, aquele que é acometido por lampejos de genialidade. "Meu trabalho é muito racional", sentecia.
Nos dois espaços que mantém no Jardim Botânico, cada um tem uma função bem definida. No mais antigo, onde está desde 1987, cria colagens com papéis de bala e chocolate, um trabalho que começou em 2003. Também é ali que funciona o escritório e ficam seus dois ou três assistentes, dependendo da época. A outra casa, comprada em 1995, virou o refúgio para a sua atividade primordial, a pintura.
Mas isso não quer dizer que as funções não possam trocar de lugar e um ou outro papel de bombom surgir junto aos bastões de tinta. Ainda mais agora que, se fosse seguir essa organização literalmente, precisaria de pelo menos mais três ateliês: um para as gravuras, um para os desenhos das intervenções urbanas e outro para objetos tridimensionais, novo desafio que pretende experimentar agora, aos 49 anos.
"A pouco tempo fiz um móbile para o cenário de Tempo de Verão e, a partir dali, tive a idéia de trabalhar com isso", diz ela, referindo- se aos cenários para os espetáculos da compania de dança de sua irmã, Marcia Milhazes, os quais assina impreterivelmente.
As intervensões do espaço público, frutos de um antigo desejo de fazer vitrais, também são um novo tipo de trabalho, que Beatriz iniciou em 2004. Na Estação Pinacoteca, museu anexo da Pinacoteca do Estado de São Paulo, alguns permaneceram nas janelas mesmo após o fim da grande esposição da artista na capital paulista no fim do ano passado. "Mas essa é a primeira vez que vou mostrá-los com as pinturas na mesma sala", ressalta a artista, explicando como vai ficar o projeto para a Fundação Cartier, a partir de uma maquete.

Local e Global
Criada em Copacabana, caldeirão sociológico e síntese de tudo que há de multicultural no Rio de Janeiro, Beatriz é a combinação harmônica desses excessos. Mas, apesar de tantas referências coladas no Brasil especialmente no Rio, ela é bem mais global do que o sabor brasileiro de suas telas pode sugerir.
"Até 1996, achava que não podia fazer nada fora do Rio", diz a artista, que desde então só imprime suas gravuras nos Estados Unidos e que em 2003 começou a fazer suas séries de colagens em Paris.

B.Milhazes / window installation ~ estação pinacoteca, sao paolo, brazil
Clique na imagem para amplia-la
Além da Fortes Vilaça, é representada por três galerias dos mais importantes centros de arte do mundo: Nova York, Londres e Berlim. Entre elas, faz um justo revezamento de uma amostra comercial a cada quatro anos. Essa combinação equilibrada entre local e global talvez seja o motivo principal de Beatriz Milhazes estar no hall da fama da arte contemporânea - com o aval de críticos, do público e do mercado.

Fontes: NATHALIA LAVIGNE / TAM nas Nuvens; http://fondation.cartier.com/

Soy un indignado

Soy un indignado

Pertenezco a ese grupo de chilenos que después del terremoto y tsunami del 27 de febrero de 2010 nos hemos dedicado a ayudar a levantar escuelas, jardines infantiles, botes de pescadores y comercios que fueron destruidos por la fuerza de la naturaleza. Hemos sido miles los que hemos dedicado nuestro mejor esfuerzo, nuestra pasión y nuestro compromiso en ayudar a volver a levantar a Chile. Lo hicimos desde la alegría y desde nuestra libertad.

Muchos lo hicimos donando a Teletón, Desafío Levantemos Chile, al Techo para Chile y a muchas organizaciones de la sociedad civil. Miles de jóvenes se volcaron a ayudar a miles de familias chilenas, y nos conmovimos con el sufrimiento, pero sobre todo nos cautivamos con el compromiso de tantos por reconstruir nuestra sociedad. Sabemos que todavía nos queda mucho por hacer.
Soy un indignado, porque trabajamos sin descanso para que ningún niño chileno perdiera su año escolar en 2010 y, junto a mucha gente, lo logramos. Pero, un año después, vemos que miles de nuestros jóvenes están a punto de perderlo.
Soy un indignado, porque logramos levantar escuelas caídas para que nuestros niños pudieran estudiar, pero, un año después, otros las queman.
Soy un indignado, porque trabajamos sin descanso para levantar los pequeños comercios devastados por el terremoto y tsunami para que los emprendedores se volvieran a levantar; pero, un año después, veo a cientos de comerciantes como ellos que sufren los destrozos de sus locales cada vez que hay una protesta callejera.
Soy un indignado, porque un joven inocente ha perdido su vida tan sólo por haber estado en el lugar y momento equivocados (mientras escribo esta columna nos acabamos de enterar de que la bala que mató al joven Manuel Gutiérrez salió del arma de un carabinero; ojala tengamos la mesura para condenar un hecho puntual y no a una institución completa, pues si es así escalemos también hasta los organizadores de las protestas).
Soy un indignado, porque vimos cómo nuestros carabineros evitaban los saqueos en los días posteriores al terremoto, y ahora vemos cómo delincuentes, escondidos entre los estudiantes, los atacan sin piedad en cada protesta.
Soy un indignado porque, pese a todos los problemas que tenemos como sociedad, hemos tenido avances notables en las últimas décadas, y hoy nadie se atreve a reconocer su paternidad o maternidad.
Soy un indignado por esos pseudoempresarios que engañan a la gente, sobre todo a los más pobres, renegociándoles sus condiciones sin ni siquiera preguntarles.
Soy un indignado, porque conozco a muchos emprendedores de la educación subvencionada que, precisamente por hacerlo mejor que los colegios estatales (sí, los municipales, también son estatales), hoy día corren el riesgo de tener que cerrar sus colegios.
Soy un indignado, porque muchos de los parlamentarios de nuestro país han renunciado al liderazgo y responsabilidad que les otorgamos en las urnas.
Soy un indignado cuando veo al presidente del Colegio de Profesores defendiendo una supuesta calidad de la educación, cuando el gremio que preside se niega a evaluarse.
Soy un indignado, porque no estamos discutiendo las verdaderas y profundas razones de la pésima y desigual educación que les estamos entregando a nuestros jóvenes, quizás porque llevamos años usando a la educación como caballito de batalla de la política de turno.
Soy un indignado porque, salvo honrosas excepciones, hemos caído en la política de las encuestas y el Twitter, y hemos renunciado a defender las convicciones. ¿Qué tal si los políticos apagaran por unos días sus computadores y se dedicaran a defender sus convicciones?
Hoy día hablo por mí, y sólo por mí, porque además creo que no somos muchos los que en estos tiempos creemos en la libertad; sí, esa libertad para emprender, para equivocarse, para educar, para enseñar y para aprender.
Soy un convencido de que la derrota de la libertad no se debe a la fuerza de sus enemigos, sino que a la debilidad de sus defensores.

Felipe Cubillos
Q.E.P.D. 2011
Un Gran Hombre

:::CHILE SE DISEÑA::: (IV-Bienal de Diseño)

Entre el 26 de noviembre y el 12 de diciembre se desarrollará la convocatoria más importante del diseño contemporáneo, que se define como punto de encuentro de la cultura propia de nuestro país. Entrada liberada.




:::INICIA:::(e-shop store)

Comenzó la venta de :::INICIA:::(concept)

visita el Album de Facebook con el siguiente link

http://www.facebook.com/album.php?aid=22237&id=1838953187&l=38c6aef1a0






etc...

::: INICIA ::: (design) - Name Creator

NAME CREATOR



Una buena página para las personas con falta de imaginación, esta es la oportunidad para crear el nombre perfecto para tu estudio o laboratorio o agencia de diseño, aprovechala. LINK

Dehvin 2009

:::INICIA::: (Lomo Sale)




The SuperSampler - 4 shots 1 print - the queen of all multi-lensed cameras ...setting new standards in Lomographic sampling photography. Press the button once for four scalpel-sharp panorama shots in series on one photograph. Viewfinder free - with the patented quick-rip cord for winding on the film (Just Pull and Sho-o-o-ot!). A feather-light, easy to use and highly affordable miracle machine for all the hard action and creativity in your life.


is a Original Lomography
buy only for CLP$ 25.000
More Info iniciaconcept@gmail.com
dehvin@gmail.com

:::INICIA::: (Bloggers)

Melancolía de mujeres analógicas
por Hernán Casciari

Me encuentro con un viejo compañero de la primaria que no veía desde los años ochenta, y del que tuve noticias a través de una red social. Nos citamos en un bar del centro, nos palmeamos con cariño falso, pedimos unas cervezas. Le digo: “Qué increíble, para lo que acaba sirviendo Facebook”. Se ríe fuerte, como si le estuviera tomando el pelo: “Si Facebook sirviera solamente para encontrarme con vos, gordo boludo —me dice—, yo no tendría banda ancha en casa. A mí Facebook me cambió la vida, pero de verdad”.

—¿Para tanto? —le pregunto.

—Mirá para afuera —me explica—. Imaginate que todas las mujeres que están pasando ahora por la calle tuvieran un cartel en el culo que dijera ‘estoy en una relación complicada’, o ‘soy soltera’, o ‘solamente busco amistad’, o incluso ‘me interesan los hombres y también las mujeres’…

Hago lo que dice mi amigo: miro por la ventana del bar hacia la calle y veo la primavera de Barcelona en su esplendor: holandesas, suecas, nativas, maduras y jovencitas, diferentes colores y tamaños; hay de todo en la viña del Señor.

Mi amigo me aprieta el brazo y me dice:

—Imaginate que aquella que está por cruzar la Diagonal tuviese un cartel que dijera: ‘Hace doce días que estoy deprimida’. Tener esa data de primera mano, Hernán, hacer cálculos mentales y abordarlas a todas.

—Te estás excitando, calmate —le digo a mi amigo.

Pero él sigue con su verborrea:

—¿Cuánto hubiéramos simplificado el enfoque de la seducción, hace diez, hace quince años, de haber tenido esos guiños entre las conocidas del colegio, de la universidad, de las compañeras de trabajo, de las ex novias?

Me lo imagino; mi amigo tiene mucha razón.

—La mujer analógica, la del siglo pasado, esperaba que vos te dieras cuenta de ciertas cosas. ¿Te acordás las preguntas que uno se hacía antes? ¿Tendrá novio Estelita? ¿Qué música le gustará? ¿Será buen momento para abordarla? —rememora mi amigo— Ahora la mujer digital te lo indica en el perfil del Facebook. Cualquier conocida de la oficina, cualquier amiga de una amiga, te avisa si se peleó con el novio, te explica si le gusta Neruda o si le gusta Bucay, te pone fotos de las vacaciones en Ibiza, para que la veas medio en bolas…

Cierra los ojos y sonríe. Continúa:

—¿Cuánto tardábamos, en los ochenta, para ver en bikini a la chica que nos gustaba? ¡Había que esperar al Día de la Primavera, que alguna se emborrachaba en el parque, o a que te invitaran a una pileta en verano! No, Gordo, la vida mejoró mucho…

—Bueno, pero supongo que tampoco será tan fácil.

—Hay desventajas, claro —matiza—. Te podés ensartar, como toda la vida. Te podés despertar con un bicho a la mañana siguiente… Pero en Facebook hay escaramuzas, hay trucos que te proporciona la experiencia.

—¿Por ejemplo?

—Alejate de las mujeres que ponen la fecha de nacimiento sin indicar el año: a ésas ya se les cayeron las tetas. Escapá de las que cuelgan muchas fotos de sus mascotas: son depresivas. Ni se te ocurra encarar a las que te parecen lindas pero tienen todas las fotos en contrapicado: son gordas con complejo de papada. Si dicen estar “en una relación difícil” y tienen más de treinta fotos besando al mismo tipo, en diferentes épocas, borrate: después de coger, lloran.

—Impresionante —le digo con sinceridad.

—Hay que estar atento a las que, en la imagen del perfil, ponen una foto sacada por ellas mismas en el baño. A ésas, les decís cuatro piropos en el Muro y las tenés comiendo alpiste. Atento a las que ponen fotos viajando por el mundo con una amiga, siempre la misma amiga: son fiesteras. Pero ojo —matiza mi amigo—: tiene que ser fotos por el mundo; si viajan por su propio país, son histéricas. A las que ponen una imagen de ellas cuando eran chiquitas, en color sepia, les gusta el sexo duro. Las que dejan vacío el ítem sobre intereses musicales, prefieren pagar el hotel a medias.

Mi antiguo amigo de la primaria me atiborró de consejos, pero sólo me acuerdo de estos pocos para compartir hoy con ustedes. Habló durante más de una hora, sin parar. Y después dijo que debía irse a una cita con una mujer que había conocido en la estación Verdaguer.

—Me tiemblan las manos —me confesó antes de salir del bar—. Esta mujer que conocí en el metro me dice que no tiene Internet. No sé nada de ella, nunca vi fotos, no sé de qué carajo le voy a hablar.

—¿Y para qué vas, entonces?

—Es que últimamente me calientan mucho las mujeres analógicas. Tienen olor a infancia.

Publicado en Orsai por Hernán Casciari
el Viernes 24 de Abril, 2009

::: INICIA ::: (jazz) - MM7 Secret Jazz

Try It Out Tuesdays – MM7 Secret Jazz




From Hungary comes today’s Try It Out Tuesdays offering: MM7 Secret Jazz is an electronica/jazz project of trumpeter Miklós Mákó. Miklós records for Beagle Beat Records, a jazz-focused micro-label in Budapest. Check the label out on MySpace to sample their artist roster, which covers a range of contemporary jazz styles.

Font : Contemporary Jazz

::: INICIA ::: (graphics)

Web Trend Map 4: Coolest Gift For Geeks

The beta version has been featured all across the web from TechCrunch to BoingBoing, and Gawker. Now the latest version of our popular Web Trend Map is up for grabs.




The Web Trend Map plots the Internet’s leading names and domains onto the Tokyo Metro map. Domains and personalities are carefully selected through dialogue with map enthusiasts, and every domain is evaluated based on traffic, revenue, and character.

Buy Now !
Font : Information Architects Japan

:::INICIA::: (jazz) - Houston Person

Houston Person - The Art and Soul of Houston Person
(High Note, 2009)




Soulful and melodic tenor saxophonist Houston Person has had a lengthy career in the basics of classic jazz: blues, ballads and bop. This three disc set tracks the highlights (and some new recordings) from his tenure for High Note Records, with whom he has recorded with for the past fifteen years. Many different sidemen appear on the material including Bill Charlap, Ron Carter, Russell Malone, Grady Tate and Ray Drummond. I found this to be a really nice set to set on shuffle play late in the evening when I am reading, the music is full of patience and deep emotion, and Person injects his own personality and sound into the music. This collection focuses on his interpretation of standards from the Great American Songbook, leading off with a nice mid-tempo swinging version of "You Do Something to Me." His calm and thoughtful interpretation of ballads is the highlight of the collection, with the standard ballads "I Don't Stand a Ghost of a Chance" and "Skylark" making a dignified and thoughtful statement. He has the classic deep toned and dignified tone in his instrumental playing as fellow travelers like Stanley Turrentine and a deep and inspiring feel on ballads inspired by greats like Johnny Hodges and Lester Young. Three discs of soulful ballads and mid-tempo swing might be a little too much. but this is a nice set to dip into when the mood hits and you want to listen to something that is relaxing without being overly saccharine.

Compralo AQUI

VISIT :::INICIA::: (concept) on Facebook or follow us on Twitter
Copyright by Tim

:::INICIA::: (Concept) - Jazz & Art Session



Entre los meses de agosto o septiembre, en el Club MIST de Suecia, se realizará la primera de muchas INICIA(session), con el fin de acercar el Jazz y el Arte a la gente.
La estructura será dada por 3 bandas de jazz, una Jazz Classic, Modern Jazz y Jazz Fussion, todo esto acompañado de muestras de Arte, Diseño y Graficas, físicas y proyectadas, a su vez, el grato ambiente será amenizado con una exclusiva selección de Montaditos y Tapas Españolas junto a los mejores vinos Chilenos.
Si eres Artista o Diseñador, Músico o tienes una Jazz Band, o simplemente quieres participar avisanos en iniciaconcept@gmail.com o simplemente comenta en este blogg o Twitter o en Facebook, sería muy interesante contar con tu ayuda y difución para hacer de estas INICIA(session) un lugar de encuentro para nuestros seguidores.

:::INICIA::: (jazz & Art session)

NECESITAMOS BANDAS DE JAZZ y/o ARTISTAS o DISEÑADORES, interesados al mail iniciaconcept@gmail.com



+ Info

:::INICIA::: (Jazz) - en Opera Catedral


mas Jazz en VivoJazz

:::INICIA::: (design) - Singapore Design Festival 2009



Revista del 2007
Sitio del Festival

:::INICIA::: (Jazz) - Entrevista a Dave Holland

Dave Holland




La idea de equilibrio (entre la improvisación y la composición, entre la libertad y la estructura) está tan presente en la música de Dave Holland como en su filosofía sobre su papel como contrabajista y director de pequeñas y grandes agrupaciones. Desde las exploraciones de forma abierta de Conference of the Birds (1972), hasta Extended Play, (2003) su último álbum con su espectacular quinteto (Robin Eubanks, Chris Potter, Billy Kilson y Steve Nelson) y Overtime (2005), flamante grabación con big band, este británico afincado en Nueva York ha generado un corpus musical de una calidad inmensa que supera, o al menos iguala, el carácter legendario de su paso por aquella banda de Miles Davis que encendió la chispa de la fusión con los discos Filles de Kilimanjaro, In A Silent Way, Bitches Brew y las grabaciones en directo del período. Poco antes de ofrecer el que tal vez fuera el mejor concierto del 40º festival de jazz de San Sebastián –una celebración de las texturas que puede ofrecer una big band moderna—, Dave Holland dialogó con Cuadernos de Jazz sobre la música, la forma, la vida y otras cuestiones.



- Su último álbum, Overtime, incluye una pieza compuesta hace ya cuatro años.

- Efectivamente, "The Monterey Suite" fue compuesta para el festival de Monterey, en 2001. Las otras dos las compuse en 2003 o 2004, para la grabación del disco.

- ¿Qué cambios sufre cuando la interpreta ahora?


- Siempre sufre cambios. Eso es lo bueno de este tipo de música, lo que a mí me gusta. Creo que parte de lo fabuloso de tener un grupo con cierta continuidad es que la música tiene la posibilidad de evolucionar de concierto en concierto. Eso es algo que aprendí en las bandas en las que toqué de joven, como la banda de Miles Davis, el hecho de que la música tiene la oportunidad de evolucionar constantemente y, por lo tanto, mi interés consiste en crear un entorno musical que tenga esa capacidad. Es posible, también, crear una música que siga siendo la misma cada noche, pero mi interés, la inspiración que obtuve de grandes compositores como Ellington, Mingus y Davis es crear una música que siempre pueda crecer y desarrollarse.

- ¿Esa sería su manera de encarar la composición?


- En muchos casos, sí. Pero ahora, con una big band, hay cosas que son fijas, que son las mismas cada noche. Otra cosa que ocurre es que las notas que pongo en la partitura no son más que la primera parte de la historia, porque cuando la banda comienza a tocar añade un fraseo nuevo, una dinámica, y los músicos se convierten así en autores que aportan elementos nuevos de cambio, formas de frasear, mutaciones, hasta que incluso las partes «fijas» terminan evolucionando. Lo mismo ocurre con la extensión de las composiciones, porque en muchos casos hay secciones de duración flexible, en las que yo elijo cuando hacer volver a la banda. Algunas noches, si el solista se mete muy profundamente en solo, yo puedo contener a la banda, y eso forma parte de la flexibilidad que trato de incluir en las composiciones. De ese modo, el solo no está dentro de una caja, sino que puede prolongarse.

- Entonces la forma de encarar los arreglos para la big band debe de ser muy diferente de la del quinteto...

- Desde luego que es muy diferente. El quinteto es un entorno más bien íntimo y personal, y en realidad yo prefiero escribir menos para el quinteto, con menos estructura, porque así podemos desarrollarnos como pequeño grupo de una manera más pareja. En la big band tengo más instrumentos, más oportunidades para orquestar y crear diferentes colores, de modo que intento aprovechar esas posibilidades y encontrar maneras creativas de utilizarlas. De todas formas, en ambos casos el concepto central que trato de desarrollar en ambos formatos es el mismo, con las diferencias de cada caso.

- Los miembros de su quinteto también están en la big band. ¿Tienen una relación especial con usted? ¿Son como jefes de secciones?


- Sí: Robin Eubanks es el primer trombón. Antonio Hart, que ha formado parte de mi quinteto en algunas ocasiones y también del octeto con el que vine a España hace unos años, lleva mucho tiempo con mi música y suele dirigir la sección. Pero lo más importante es que tener el quinteto como núcleo del proyecto marcó una dirección para la big band desde el principio. Sin ellos habría sido más difícil, habría tardado más en comunicarme con los músicos. Así, en cambio, pude lanzar muy rápido una agrupación numerosa.

- La "Monterey Suite" se compuso poco antes del atentado a las Torres Gemelas y de hecho se estrenó pocos días más tarde. Cuando usted lo vuelve tocar, ¿aquel suceso modifica el ánimo o la atmósfera? ¿Es una música que le recuerda lo que ocurrió?

- No, no, en realidad no. Primero de todo hay que aclarar que yo todavía estaba escribiendo el último movimiento de la suite, me quedaba una semana para terminarlo, y justo al principio de esa semana ocurrió la tragedia. Durante cuatro días no pude hacer nada, y, de hecho, la pieza se llamaba «Happy Jammy», es decir, algo así como «improvisación feliz», y, por supuesto, yo no me sentía feliz para nada. Me costó mucho meterme en esa situación, pero tenía que hacerlo, estaban los ensayos, todo eso. De modo que me metí en mi cuarto veinticuatro horas seguidas y la terminé. Lo que pasó en Monterey fue muy especial. Vinieron ocho mil personas a la función, cuando pocos días antes ni siquiera sabíamos si iba haber aviones. Así que cuando llegamos al festival fue como una fantástica afirmación de humanidad y de todo lo que nosotros, como personas, podíamos hacer. Para los músicos, subirse a un avión y venir a tocar fue un acto de valentía. Eso es lo que recuerdo cuando toco la pieza, no la tragedia. Pienso en que, como seres humanos, frente a una situación tan terrible, todavía podemos afirmar esas cosas que amamos.

- ¿Es decir que tenía el nombre antes de la composición?

- Tenía el tema. Tenía la idea. Y se me ocurrió que «Happy Jammy» iría bien. Claro que cuando compones para una big band comienzas con un material temático pero luego debes expandirlo, así que en aquel momento me encontraba en el proceso de desarrollar y organizar la narrativa de la pieza.

- ¿Cómo elige los nombres de los álbumes?

- Por lo general tienen que ver con algo que ocurre en el momento en que lo grabamos o componemos. Intento ponerles un título que exprese la razón por la que en ese momento en particular yo estaba haciendo eso. Por ejemplo, Extended Play se debía a que estábamos haciendo música en directo y extendimos las composiciones para dejar más lugar a la imaginación; Prime Directive fue porque le dije a la banda que a partir de ese momento la principal directiva era divertirnos. Overtime significa «over time» [es decir, «con el paso del tiempo»] porque se necesitó tiempo para desarrollarlo. También se refiere a algo que está «over» [algo que ha «terminado»], porque este es mi primer álbum con un nuevo sello y ha llegado la hora de que la vieja vida termine y deje paso a lo nuevo. Por último, me refiero a «overtime» como «hora extra», por el trabajo que dedicamos a la música: horas extra, trabajo extra. La dedicación que hemos destinado a este álbum es enorme. Todos, los músicos de la banda, los representantes, el ingeniero del estudio dedicaron mucho amor para hacer lo mejor posible en este disco.

- ¿Cuál es el papel del contrabajo en los arreglos de big band que mencionaba antes?

- ¿En mis arreglos? En realidad, yo veo los arreglos de contrabajo siempre de la misma manera: como apoyo de la música que se está tocando. Por supuesto que ese apoyo cambia según la situación. Si toco con Hank Jones pienso de una manera un poco diferente que cuando estoy con mi quinteto, pero el principio es el mismo: tratar de crear la mejor atmósfera y el mejor ambiente para la música. Ése es mi trabajo y mi aporte como contrabajista, buscar la solución para la música.
Por supuesto que cuando arreglo para una big band mi concepción no es sólo para el contrabajo, pero no cabe duda de que la sección rítmica se ve influida por el hecho de que soy un contrabajista. La forma en que me gusta que la sección rítmica esté integrada en la cadencia sin duda tiene que ver con ello. No veo a la sección rítmica como un fondo, sino como algo que interactúa y dialoga con la música todo el tiempo: con el solista, con la música escrita, con el movimiento, en un cambio constante. Y creo que ser contrabajista influye mucho en ello.
Mi trabajo consiste en encontrar el mejor papel para el contrabajo en cada entorno musical. Si alguien me da una composición, pienso cómo hacer que todo funcione, no sólo para mí, si no para todo el grupo. Entonces cada composición presenta sus propios desafíos. Incluso en el quinteto, cuando toco una composición de Chris Potter o de Robin Eubanks, las encaro con una perspectiva diferente de las mías. Como músico, me encanta tocar muchas cosas, el repertorio habitual, melodía, free, me gusta todo. No pienso en la música como dividida en casillas, sino como un continuo de formas conectadas entre sí, desde una visión más conservadora a una más abierta. No la califico, no digo que tal cosa es mejor que tal otra. Para mí es cuestión de que todo salga bien, tanto para un blues como para una forma muy abierta.

- ¿Podemos volver un poco al comienzo?

- A donde usted quiera.

- Usted empezó a tocar como profesional a los quince años. Y tocaba rhythm & blues...

- ¡Sí! Rhythm & blues, y cualquier otra cosa que la gente quisiera oír. Tocaba en bailes, en bodas, era un trabajador de la música, como todos lo somos en algún momento de nuestra vida.

- Justo en esa época empezaba a surgir el movimiento del rock psicodélico. ¿Alguna vez se sintió atraído por esa clase de música?

- Miré, nací en 1946. Mi primer grupo lo tuve en 1959, a los trece años. Tocábamos temas de Buddy Holly, Roy Orbison, Elvis Presley, Chuck Berry, Little Richard, Jerry Lee Lewis. Ésa era la música popular de aquella época, de modo que era lo que yo tocaba. Pero cerca de 1961 compré mis primeros discos de jazz. A partir de ese momento el jazz me interesaba cada vez más, aunque seguí tocando aquello hasta 1963. Por entonces los Beatles estaban comenzando, y los Rolling Stones. Recuerdo que tocábamos en las mismas salas. Eran como cualquier otra banda; iban de un sitio a otro y tocaban. Todos hacíamos lo mismo. Pero cuando me mudé a Londres comenzó un nuevo período en mi vida, que fue tocar el bajo acústico, el contrabajo, y decidí ya no seguir haciendo música popular. En aquella época quería ser un músico de estudio, y tocar montones de músicas diferentes, para películas y cosas así. Al mismo tiempo tocaba cada vez más jazz y seguía estudiando música clásica. Fue así hasta 1968. Aquel año, claro, Miles Davis me oyó tocar en Londres y me invitó a incorporarme a su banda. Así fui a parar a Nueva York y comenzó un nuevo período de mi vida.

- ¿Es cierto que Davis le dio sólo tres días de aviso?


- ¡Sí! (risas). Me oyó en Londres, me dejó el mensaje de que lo llamara al hotel pero cuando lo hice ya había regresado a Nueva York. De modo que esperé tres semanas y no tuve ninguna noticia. De pronto, un martes o un lunes, me llamaron en mitad de la noche y me dijeron: Miles quiere que estés en Nueva York el jueves. ¿Puedes venir? Te enviaremos el billete. Yo dije: de acuerdo. Dejé mi coche en Londres, dejé mi colección de discos, le di todo a unos amigos y les dije: No sé si regreso o no. Tal vez me quede una semana, tal vez un solo día. No sé qué ocurrirá. Tenía la esperanza de quedarme con Miles, pero también pensaba que era posible que él cambiara de idea. En ese caso, intentaría permanecer en Nueva York y buscaría otro trabajo. Fui sin saber qué me depararía el futuro: sólo que quería estar en Nueva York. Y tener la oportunidad, aunque fuera sólo una noche, de tocar con Miles Davis. Por eso, estaba dispuesto a todo.

- Se dice que tuvo que empezar a tocar sin saber qué era lo que estaba tocando...

- Es cierto. Llegué a Nueva York un jueves y fui a la casa de Herbie Hancock, donde estuve alrededor de una hora. Él me enseñó algunas canciones que había compuesto Wayne Shorter y que eran bastante complicadas, así que aprendí esas piezas. .Pero a la noche siguiente nadie habló conmigo. Miles no estaba por ninguna parte. Poco a poco todos fueron llegando y se subieron al escenario. Yo me subí al escenario, cogí el contrabajo, Miles comenzó a tocar y eso fue el comienzo de la actuación. No me dijo: «tocaremos esto o aquello» o «¿Conoces esta melodía?». De todas formas, ésa es una tradición muy habitual en el jazz para probar a un músico: se supone que debes saber tocar la música, y si no lo sabes, bueno, qué pena, adiós. Y Miles era así. Yo había escuchado sus discos, por supuesto, pero la mayoría de ellos se habían grabado en estudio; en directo las cosas son diferentes. Pero me salió bien y conservé el empleo.

- ¿Usted también prueba a sus músicos de esa manera?


- Bueno, con mi música sería muy difícil, porque en la época de Miles muchas de las cosas que tocábamos eran standards del lenguaje, «’Round Midnight», «Stella by Starlight», blues. Era parte de la tradición. Pero hoy en día muchos músicos componen su propio material original, de modo que sería muy difícil para mí incorporar a un músico a la banda sin preparación alguna y pedirle que toque con nosotros, no daría resultado. Sin embargo, en algunas ocasiones tuve que hacerlo con muy poca anticipación. Una vez Chris Potter no pudo tocar porque estaba enfermo, y hubo que llamar a un reemplazante, que por suerte era muy capaz y tocó bien.

- Cuando entró en la banda de Miles Davis era el comienzo de la fusión, del jazz rock... ¿Le interesaba tocar música eléctrica?

- Bueno, me gustaban mucho Hendrix y Cream, y todas aquellas bandas que aparecían por aquel entonces, porque se basaban mucho en la improvisación, en especial Hendrix. Para mí era fabuloso. La única diferencia era el instrumento. Yo estaba enamorado del contrabajo acústico y ése fue mi último conflicto, el temor de que tendría que dejarlo, en especial durante los últimos seis meses con la banda de Davis. Yo estuve dos años en esa banda, pero en los últimos seis meses tocaba más bajo eléctrico que otra cosa, y para mí era difícil. Empecé a sentir que estaba dejando algo que no me apetecía abandonar... De todas formas, cualquiera que tocara con Miles sintió en algún momento que estaba participando de algo nuevo y especial; no importa en que período; en los cincuenta, los sesenta o los setenta. Es que la música de Miles era así: siempre miraba hacia delante. Haber sido parte de ello fue algo muy especial y me alegro de haber estado allí. En un principio tocábamos de todo, tanto standards como temas de Filles de Kilimanjaro e In a Silent Way, composiciones de Wayne Shorter, de modo que el primer año y medio fue como tocar toda la historia de la música de Miles, desde el comienzo hasta la actualidad. Así durante ese período fui muy feliz.

- ¿Tenía la sensación de estar haciendo algo histórico, algo especial?


- Bueno, trataba de no pensar en esos términos porque si lo haces es posible que te pongas nervioso o tengas miedo. Para mí cada día es un nuevo día, una nueva interpretación, y trato de que salga bien, sin pensar en su valor histórico. Por supuesto que el primer día que entré al estudio con Miles, para Filles, estaba un poco nervioso, porque había escuchado a Miles toda mi vida y de pronto yo iba aparecer en el disco. Claro que estaba nervioso. Pero una de las cosas que debes aprender como músico es hacer las expectativas a un lado, porque si vas a un concierto y percibes las expectativas del público y de la banda respecto de ti, no puedes tocar. Si empiezas a preocuparte sobre lo que la gente piensa o lo que tú piensas, es terrible, no puedes tocar una sola nota. Así que debes olvidarte de ello y preparar el camino para cada día. A veces saldrá bien, otras no tan bien

- Después de tocar con Miles Davis usted participó del grupo Circle, haciendo una música más libre, relacionada con el free jazz.

- Ese término no me gusta mucho. Prefiero usar «forma abierta», porque en realidad free no lo describe muy bien.

- Es un término de críticos...

- Es un término de críticos. «Forma abierta» es más conciso, porque en esta música puede haber una escritura muy detallada, como en el caso de Anthony Braxton, y también largas secciones donde se generan interrelaciones sin ninguna restricción.
Para mí, en cierta manera, Circle fue como una continuación de lo que hacía en Inglaterra antes de ir a los Estados Unidos. Con Evan Parker, Derek Bailey, John Stevens, que hacían una música sin partes escritas, improvisación pura. Cada vez que tocábamos creábamos algo de la nada, basándonos sólo en el diálogo entre nosotros. Y me interesaba continuar con algo así. Incluso con Miles, en algunas de sus grabaciones en directo hay secciones muy libres, así que a mí me interesaba avanzar más en esa dirección y Circle era un grupo perfecto para ello.

- ¿Qué pasó con la forma abierta en su música después de Circle?


- Bueno, en realidad continuó hasta 1982. Al principio trabajaba con Anthony Braxton y Sam Rivers, y luego, entre 1976 y 1982, sólo con Sam Rivers y un grupo pequeño con el que siempre hacíamos música sin partes escritas. Cada noche tocábamos dos o tres horas de improvisación pura, pero como llevábamos tanto tiempo haciéndolo el público creía que tocábamos música escrita. Sonaba escrita, tenía secciones, un desarrollo, una parte de balada, otra de blues. En 1982, cuando empecé con mi propio grupo, en cierto modo también seguí haciendo música de forma abierta, pero comencé a sentir que quería aprovechar las estructuras que una composición podía brindarle a la improvisación. El ejemplo que me gusta dar es el de «Giant Steps» de John Coltrane. Jamás podrías improvisar algo así, incluso aunque lo hicieras durante cien años; jamás podrías lograr que un grupo tocara esa canción sin que existiera previamente, y gracias a la existencia de esa canción, nosotros, como músicos, aprendimos algo de Coltrane, respecto de cómo encarar la armonía, la forma y otras cosas por el estilo: esta canción es un mensaje para el músico sobre el pensamiento de Coltrane. Comencé a darme cuenta de ese propósito de la composición: crear un entorno al que no se puede llegar mediante la improvisación abierta. Poco a poco, empecé a crear más melodías con forma, pero manteniendo un poco de improvisación abierta. Mi música, en la actualidad, intenta lograr un equilibrio en el que pueda usar todas mis experiencias. Así, hay secciones abiertas, otras muy sentimentales, con baladas; otras funky; y otras estructuradas en torno a una composición muy detallada. Trato de encarar el equilibrio de libertad y forma desde distintos puntos de vista.

- En sus últimos grupos no hay piano.

- Para empezar, el piano puede dominar mucho un grupo. En especial una big band, si usas mucha armonía, no te conviene que recaiga en los acordes del piano. Pero creo que la razón principal es que tengo a Steve Nelson. Él es la razón por la que hay un vibráfono en el grupo. Con él, no necesito un piano, porque me ofrece un equilibrio perfecto entre una presencia armónica y una música transparente y con espacios armónicos. También me gusta usar guitarra; cuando Kevin Eubanks estaba conmigo, funcionaba muy bien. Pero en realidad hice muchas cosas con piano. Acabo de terminar un proyecto con Herbie Hancock, Chris Potter y Jack DeJohnette. Claro que si se trata de Hancock, no hay ningún problema. Otra pianista que me encanta es Geri Allen, con quien hice un trío el año pasado. De modo que no es que tenga problemas con el piano, sino que tiene que ver con la textura que quiero para mí música.

- En esta entrevista se ha referido a las piezas como «canciones». ¿Qué piensa de trabajar con cantantes, como ha hecho con Cassandra Wilson en su momento? ¿Tiene algún proyecto al respecto?

- Por supuesto. Hay algunas cantantes con las que me encantaría hacer algo, y tengo planeado, algún momento, escoger poemas y ponerles música como hice con el texto de Maya Angelou. A veces es cuestión de disponer de tiempo. Ahora tengo un nuevo proyecto con Trilok Gurtu, un dúo de bajo y percusión. Vendremos en marzo a Europa a hacer algunos conciertos. Pero la idea del canto me interesa mucho. Por ejemplo, con Luciana Souza, una cantante brasileña maravillosa. Con Cassandra Wilson, claro, también con Dianne Reeves. Son músicas completas, no sólo cantantes; crean en la mejor tradición de Betty Carter y Ella Fitzgerald. Si Betty estuviera con nosotros, haría un disco con ella. Éramos muy amigos. Me alegro de haber grabado con ella en 1970 (junto a Jack DeJohnette y Geri Allen)...

- Su próximo disco será con el quinteto. ¿Ya está preparando la música para esa grabación?

- La música ya está lista. La hemos estado tocando, casi el 90 por ciento de ella, en los últimos meses, de modo que en su mayor parte está lista para grabar. Nos quedan unas pocas canciones que interpretaremos en los próximos meses en gira, y haremos la grabación definitiva en diciembre. Será una colección de canciones, probablemente una de cada uno de los músicos y cinco o seis mías, de modo que mantendrá la misma estructura de los otros álbumes. Ya sabe, yo siempre veo a la música como un continuo. Si me pregunta qué música haremos, le diría que es el capítulo siguiente de lo que hemos hecho antes, la continuación de Extended Play, nuestro próximo paso.


Entrevista realizada durante el 40º Festival de Jazz de Donosti-San Sebastián (Jazzaldia) y publicada en Cuadernos de Jazz en el 2005.

:::INICIA::: (Literature)

Un reconocimiento a un grande de la literatura Latinoamericana, Gracias Mario Benedetti.



Hagamos un trato


Compañera,
usted sabe
que puede contar conmigo,
no hasta dos ni hasta diez
sino contar conmigo.

Si algunas veces
advierte
que la miro a los ojos,
y una veta de amor
reconoce en los míos,
no alerte sus fusiles
ni piense que deliro;
a pesar de la veta,
o tal vez porque existe,
usted puede contar
conmigo.

Si otras veces
me encuentra
huraño sin motivo,
no piense que es flojera
igual puede contar conmigo.

Pero hagamos un trato:
yo quisiera contar con usted,
es tan lindo
saber que usted existe,
uno se siente vivo;
y cuando digo esto
quiero decir contar
aunque sea hasta dos,
aunque sea hasta cinco.

No ya para que acuda
presurosa en mi auxilio,
sino para saber
a ciencia cierta
que usted sabe que puede
contar conmigo.

Táctica y estrategia

Mi táctica es
mirarte
aprender como sos
quererte como sos.

Mi táctica es
hablarte
y escucharte
construir con palabras
un puente indestructible.

Mi táctica es
quedarme en tu recuerdo
no sé cómo ni sé
con qué pretexto
pero quedarme en vos.

Mi táctica es
ser franco
y saber que sos franca
y que no nos vendamos
simulacros
para que entre los dos

no haya telón
ni abismos.

Mi estrategia es
en cambio
más profunda y más
simple.

Mi estrategia es
que un día cualquiera
no sé cómo ni sé
con qué pretexto
por fin me necesites.

:::INICIA::: (Book's) - Santiago Gráfico

SANTIAGO GRAFICO de Juan Francisco Somalo Valor





Agotada en algunas librerías se encuentra la segunda edición de “Santiago Gráfico”, fruto de un metódico y apasionado trabajo de muchos años del fotógrafo chileno Juan Francisco Somalo, quien rescató, a través de más de 150 fotografías, los rincones, objetos, personajes y diversos elementos de gráfica popular que dan cuenta de ese otro Chile que, hoy, intenta convivir con la modernidad y con la globalización. La primera edición, que contó con el apoyo del Fondo Nacional de Fomento del Libro y la Lectura, fue lanzada en septiembre y se agotó rápidamente. La segunda edición llegó a librerías a comienzos de enero.

El libro “Santiago Gráfico” fue editado por Midia Comunicación, casa editorial, productora audiovisual y gestora de arte que durante 2007 también lanzó en Chile los libros “Neopop: tendencias visuales en Iberoamérica”, “Parques de Santiago” y “Cartas de la Memoria” y el DVD de ficción “Pickman´s Model” para USA y Canadá.


La obra rescata parte del patrimonio iconográfico vernáculo de Santiago, ya que apela a la memoria emotiva a través del registro de nuestra cultura y, se convierte, por lo tanto, en un valioso registro de nuestro patrimonio. También pretende rescatar, valorar y preservar el patrimonio artístico, cultural, visual y patrimonial local, permitiendo reinstalar la importancia de la cultura popular urbana de Santiago. El portal Kelp.cl la consideró "excelente y muy recomendable".

Descripción del libro
Estamos ante una de esas extraordinarias joyas que de vez en cuando nos arrojan las editoriales: un pequeño libro objeto, de lujo, delicado y con un interesantísimo contenido. El fotógrafo Francisco Somalo se dedicó a buscar esas imágenes capitalinas que conforman lo que podríamos llamar iconografía popular. Aquel cartel de una sastrería, por ejemplo, que ha estado allí desde siempre y que constituye una expresión artística única, y a la vez un símbolo de una época que se va desvaneciendo con los arrebatos de modernidad. En los restaurantes, la tipografía clásica del “lomito palta tomate”, o del mentado “Rey del mote con huesillos”, o las ilustraciones modestas de un completo chorreando de mayonesa, son expresiones gráficas que atiborran las calles de la ciudad. Por cierto, con el polémico nuevo plan de transporte en Santiago, ahora los viejos carteles de las micros pasan a ser piezas de museo, anzuelos para coleccionistas: “Matucana Las Rejas”, “Maipú Pajaritos”, impresos en trozos de madera aglomerada. Acompañan las fotografías varios ensayos y aproximaciones de diversos autores. Imperdible, ideal para llevar de regalo al extranjero.

Tema: FOTOGRAFÍA
Editorial: Distribucion Midia
Idioma: Español e Inglés
ISBN: 9789568331054
ISBN 13: 9789568331054
Páginas: 200


Publicado por Teresa Vial, Gilberto Villarroel. Socios directores de Midia, Creadores de Contenidos.

:::INICIA::: (Book's) - 33 1/3 RPM

33 1/3 RPM


Pequeña reseña del libro del ganador del altazor 2009 en la categoria de Diseño Grafico e Ilustracion Antonio Larrea

1968 (la historia gráfica de 99 carátulas) 1973 – El título del libro evoca los discos de 33 1/3 RPM. También, la velocidad de una época que incubó otras revoluciones por minuto, entre 1968 y 1973. Época convulsionada, de protagonismo juvenil y popular, donde la utopía tuvo sus colores y sonidos. Concebido por Antonio Larrea este libro recoge su propia experiencia, más la de Vicente Larrea y Luis Albornoz, protagonistas en la creación de la iconografía de la Nueva Canción Chilena.

A través de bocetos, fotografías y diversas técnicas gráficas de la época, el libro revela la historia de como fueron diseñadas estas históricas carátulas antes de convertirse antes de convertirse en portadas de los discos.

Comentario: este libro nos muestra y nos revela como fueron creadas las caratulas mas recordadas y conocidas de la epoca (principalmente la epoca de 1973 ) como fueron pensadas las imagenes y colores que estas llevarian.

Encuentralo: libreria Antartica